Impacto da vacinação contra o HPV na redução do câncer de colo de útero: uma mini revisão integrativa
Palavras-chave:
HPV- 31, câncer de colo de útero, vacinação, mulherResumo
O câncer do colo do útero representa um grave problema de saúde pública, com carga desproporcional em países de média e baixa renda. Esta mini revisão integrativa teve como objetivo compreender os impactos da vacinação contra o HPV na redução de neoplasias anogenitais e de orofaringe, bem como identificar os desafios para a manutenção das coberturas vacinais. A metodologia consistiu em uma busca bibliográfica na base PubMed, selecionando estudos populacionais e revisões publicados entre 2021 e 2026. Os resultados evidenciam que a imunização reduz drasticamente a incidência de câncer cervical (até 87%) e de lesões precursoras como a NIC3 (até 97%) em coortes vacinadas precocemente. No Brasil, embora o programa tenha tido sucesso inicial, a cobertura sofreu declínios, registrando-se em 2021 apenas 57,4% de completitude vacinal em meninas e 36,5% em meninos. Os principais desafios incluem a desinformação, as desigualdades regionais — com menores índices no Acre — e os impactos da pandemia. A estratégia de vacinação em base escolar demonstrou ser a ferramenta mais eficaz para elevar a adesão, elevando a cobertura da primeira dose em Indaiatuba de 16,1% para 50,5%. Conclui-se que a vacinação é a estratégia de prevenção primária mais resolutiva para múltiplos tumores, sendo imperativo o fortalecimento de parcerias entre saúde e educação, o combate à hesitação vacinal e a consolidação do regime de dose única adotado em 2024 para atingir as metas de eliminação da doença.