Diagnóstico tardio de feocromocitoma após décadas de hipertensão não investigada: um relato de caso

Autores

  • Isabela Guedes Mello Universidade Evangélica de Goiás
  • Lucas Pereira de Carvalho
  • Lara Antunes Nascimento
  • Bruno Sardinha de Paula
  • Theo Figueiroa de Brito
  • Josana de Castro Peixoto

Palavras-chave:

Hipertensão arterial, feocromocitoma, paciente jovem

Resumo

A hipertensão arterial sistêmica em pacientes jovens frequentemente está relacionada a causas secundárias potencialmente reversíveis, entre elas o feocromocitoma, tumor neuroendócrino raro caracterizado pela produção excessiva de catecolaminas. Paciente do sexo masculino, 42 anos, apresentava hipertensão arterial desde os 18 anos, além de episódios recorrentes de palpitações, taquicardia e elevação súbita da pressão arterial, especialmente durante esforço físico. Evoluiu com crise hipertensiva grave associada à sudorese intensa e síncope durante atividade física, sendo encaminhado ao serviço de emergência para estabilização clínica e investigação diagnóstica. A dosagem de metanefrinas urinárias em 24 horas revelou níveis significativamente elevados, compatíveis com hipersecreção de catecolaminas. A tomografia computadorizada evidenciou lesão em suprarrenal direita sugestiva de neoplasia adrenal. O paciente foi submetido à ressecção cirúrgica da lesão, com confirmação anatomopatológica e imuno-histoquímica de feocromocitoma. No pós-operatório, apresentou melhora significativa dos níveis pressóricos e resolução dos episódios adrenérgicos. Nesse viés, o presente estudo tem como objetivo relatar o caso de um paciente com hipertensão desde os 18 anos, sem investigação adequada por décadas, posteriormente diagnosticado com feocromocitoma após quadro grave, destacando a importância da investigação precoce em jovens.

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Publicado

2026-06-15

Edição

Seção

RESUMOS - Envelhecimento e Epidemiologia das Doenças Crônicas Não Transmissiveis