Efeitos dos agonistas dos receptores de GLP-1 na doença de Alzheimer: uma revisão integrativa
Palavras-chave:
Efeito neuroprotetor, Doença de Alzheimer, Terapia incretinomiméticaResumo
A doença de Alzheimer representa um importante problema de saúde pública, caracterizando-se como uma condição neurodegenerativa progressiva que compromete a função cognitiva e a qualidade de vida dos pacientes, demandando o desenvolvimento de abordagens terapêuticas eficazes. Diante disso, essa revisão integrativa teve como objetivo avaliar os efeitos dos agonistas do receptor GLP-1 na doença de Alzheimer. A busca foi realizada nas bases de dados PubMed, Scopus e LILACS, utilizando os descritores “Alzheimer´s disease”, “Glucagon-Like-Peptide-1 Receptor Agonist”, combinados com os operadores booleanos “AND” e “OR”. Foram incluídos artigos originais publicados entre 2021 e 2026, disponíveis nos idiomas português e inglês. Após a triagem, compuseram a amostra final 15 estudos. Os resultados demonstraram que os agonistas do receptor de GLP-1 exercem efeito neuroprotetor, influenciando de maneira significativa a função cognitiva, os mecanismos fisiopatológicos e a progressão da doença de Alzheimer. Além disso, foram observados efeitos adversos, que mostraram desfechos contrários ou desfavoráveis em relação ao uso desses fármacos. Por fim, ausência de eficácia em alguns estudos não puderam afirmar correlação ou apresentaram insucesso em desfechos primários. Embora, a heterogeneidade dos achados, ocorrências de respostas desfavoráveis ou neutras e deficiências no delineamento do estudo limitem a robustez das evidências disponíveis, conclui-se que os agonistas do receptor de GLP-1 apresentam potencial terapêutico promissor na doença de Alzheimer, sobretudo pelos efeitos neuroprotetores observados e pela influência positiva sobre a função cognitiva e os mecanismos fisiopatológicos associados.