Discordância entre anatomopatológico convencional e cirurgia micrográfica de Mohs em carcinoma basocelular cutâneo: relato de caso

Autores

  • Júlia da Silva Nogueira Universidade Evangélica de Goiás
  • Júlia Rocha Correia
  • Lara Castro Caixeta Sabino
  • Luiz Antônio Mendes Machado
  • Yasmin Carolina Coelho da Mata Cardoso
  • Luciana Vieira Queiroz Labre

Palavras-chave:

Carcinoma basoceluar, Cirurgia de Mohs, Margens cirúrgicas, Neoplasia residual

Resumo

O carcinoma basocelular é a neoplasia cutânea maligna mais frequente, caracterizada por crescimento geralmente lento, baixo potencial metastático e elevada capacidade de invasão local, especialmente em subtipos histológicos agressivos. Este trabalho relata o caso de um paciente masculino, 62 anos, com lesão cutânea irregular e ulcerada em região dorsal, submetido à excisão cirúrgica convencional em 2021. O exame histopatológico evidenciou carcinoma basocelular de padrão misto, com variantes micronodular, esclerosante e superficial multicêntrica, com invasão até a derme reticular média e margens cirúrgicas livres, sendo a margem periférica mais próxima de 0,3 mm. Apesar do laudo favorável, a margem exígua associada ao padrão infiltrativo levantou a suspeita de persistência tumoral microscópica. Em 2025, foi realizada cirurgia micrográfica de Mohs, com identificação de neoplasia residual nas fases iniciais da ressecção. Após ampliação das margens, não foram observadas células tumorais nas margens laterais e profundas, e o exame final confirmou carcinoma basocelular esclerodermiforme com margens livres. O caso evidencia as limitações da avaliação anatomopatológica convencional, sobretudo em tumores infiltrativos, e reforça a importância da cirurgia micrográfica de Mohs no controle completo das margens, na prevenção de recidivas e na condução individualizada de casos de alto risco.

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Publicado

2026-06-15

Edição

Seção

RESUMOS - Envelhecimento e Epidemiologia das Doenças Crônicas Não Transmissiveis