Os impactos do uso de ácido acetilsalicílico no curso gestacional: uma revisão integrativa
Palavras-chave:
pré-eclâmpsia, aspirina, restrição de crescimento fetal, gestação, prevençãoResumo
A pré-eclâmpsia e a restrição de crescimento fetal são complicações gestacionais associadas à disfunção placentária e elevada morbimortalidade materno-fetal. Este estudo teve como objetivo analisar as evidências científicas atuais acerca do uso profilático do ácido acetilsalicílico na prevenção desses desfechos adversos. Trata-se de uma revisão integrativa baseada em estudos realizados nos últimos cinco anos, incluindo ensaios clínicos, revisões sistemáticas e estudos observacionais. Os resultados demonstraram que o uso de ácido acetilsalicílico está associado à redução significativa da incidência de pré-eclâmpsia, especialmente em gestantes de alto risco, com maior eficácia observada em doses entre 150 e 162 mg quando comparadas à dose convencional de 81 mg. Observou-se ainda que o início precoce da terapia, antes de 16 semanas de gestação, está relacionado a melhores desfechos clínicos. Em relação à restrição de crescimento fetal, os resultados indicam benefício moderado, com maior impacto em populações selecionadas. A eficácia da intervenção mostrou-se dependente da adequada estratificação de risco materno e da adesão ao tratamento. Apesar dos avanços, persistem divergências quanto à padronização das doses e à aplicabilidade das recomendações em diferentes contextos clínicos. Conclui-se que o ácido acetilsalicílico representa uma estratégia eficaz na prevenção de desfechos adversos gestacionais, sendo necessária a realização de novos estudos para definição de protocolos mais uniformes e individualizados.