Eficácia da atividade fisica versus orientações gerais na prevenção da hipertensão em adultos sedentários : uma mini revisão integrativa
Resumo
A Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) é uma condição multifatorial de alta prevalência, atingindo entre 22% e 44% da população adulta brasileira. Caracterizada como um desafio crítico de saúde pública, a HAS associa-se a fatores como envelhecimento, ingestão excessiva de sal, obesidade e, de forma determinante, ao sedentarismo. Esta mini revisão integrativa objetivou analisar se a prática de atividade física (AF) é mais eficaz que orientações gerais na prevenção da hipertensão em adultos sedentários em um período de seis meses. A metodologia baseou-se na análise de 5 artigos selecionados das bases PubMed, SciELO e BVS, publicados entre 2021 e 2026.
Os resultados demonstram que a AF regular, incluindo treinos aeróbicos e resistidos, promove benefícios fisiológicos significativos, como a hipotensão pós-exercício, que pode durar até 22 horas. Evidenciou-se que frequências de 3 a 5 dias por semana, com duração de 20 a 60 minutos, são suficientes para obter até 75% do efeito anti-hipertensivo máximo. Além disso, o treinamento resistido (musculação) mostrou-se altamente eficaz, com 100% de adesão positiva em estudos de percepção.
Conclui-se que a atividade física é uma estratégia não farmacológica essencial, segura e de baixo custo. No entanto, a literatura destaca lacunas na formação médica quanto às recomendações da OMS, reforçando que o sucesso da intervenção depende de um aconselhamento estruturado e do engajamento de uma equipe multidisciplinar, envolvendo médicos, enfermeiros e profissionais de educação física.
Referências
LOPES, Hélio Miranda; AUSTRILINO, Lenilda; MEDEIROS, Mércia Lamenha. Percepção discente medicina sobre atividade física na prevenção e tratamento da hipertensão arterial. Revista Portal - Saúde e Sociedade, v. 10, n. Especial 1, 2024. DOI: https://doi.org/10.28998/rpss.v10iEspecial.19709. Disponível em: https://www.seer.ufal.br/index.php/nuspfamed/index. Acesso em: 6 maio 2026.
LOPES, Gabrielle Moreno et al. A prática de atividades físicas regulares como estratégia para o controle e prevenção da hipertensão arterial: uma revisão integrativa. Revista de Epidemiologia e Saúde Pública - RESP, v. 2, n. 1, p. 1-10, 2024. Disponível em: https://resp.com.br/index.php/resp/article/view/100. Acesso em: 6 maio 2026.
SANTOS, Cátia Rodrigues dos et al. Autopercepção do efeito do treinamento resistido no controle da hipertensão arterial em adultos. Vita et Sanitas, Trindade, v. 20, n. 1, p. 16-37, 2026. Disponível em: https://revista.unievangelica.edu.br/index.php/vitaetsanitas/article/view/16-37. Acesso em: 06 maio 2026.
SOUSA, Lucas da Silva; SILVA, Sara Ferreira Rio da; ARCHANJO, Stephanie Mendonça; GOMES, Clara da Silva. O uso do canabidiol no tratamento do transtorno do espectro autista (TEA): uma mini revisão integrativa. Anápolis: UniEVANGÉLICA, 2026. Disponível em: [https://www.scielosp.org/pdf/csc/2022.v27n5/2001-2010/pt]. Acesso em: 6 maio 2026.
DUARTE, Pattyelle Alves; PEREZ, Iara Maria Pires. Fatores de risco em pacientes adultos com hipertensão arterial. Revista Multidisciplinar do Nordeste Mineiro, v. 1, 2022. Disponível em: https://remunom.ojsbr.com/multidisciplinar/article/view/883. Acesso em: 6 maio 2026.