Repercussões da alimentação no período puerperal sobre a saúde mental materna: uma mini revisão integrativa

Autores

  • Dircélia Carneiro Assunção Vieira Universidade Evangélica de Goiás - UniEVANGÉLICA
  • Maria Eduarda Gonçalves Souto Universidade Evangélica de Goías- UniEVANGÉLICA https://orcid.org/0009-0004-4935-4798
  • Maria Luyza Moreira de Melo Universidade Evangélica de Goías-UniEVANGÉLICA
  • Nicole Naoum Bueno Universidade Evangélica de Goías- UniEVANGÉLICA
  • Alice Dias Moreira Universidade Evangélica de Goías-UniEVANGÉLICA
  • Leandro Nascimento da Silva Rodrigues

Palavras-chave:

Período Pós Parto. Saúde Mental. Comportamento Alimentar.

Resumo

RESUMO: A saúde mental materna no período puerperal constitui um importante determinante dos desfechos maternos e neonatais, sendo influenciada por intensas alterações hormonais, físicas, emocionais e sociais. Esse período é marcado por maior vulnerabilidade psicológica, com ocorrência frequente de sintomas de depressão, ansiedade e estresse, os quais impactam o autocuidado, a qualidade de vida e a relação materno-infantil. Nesse contexto, a alimentação assume papel relevante, não apenas sob o aspecto nutricional, mas também como fator diretamente associado ao estado emocional da mulher. Evidências demonstram uma relação bidirecional entre alimentação e saúde mental no pós-parto, na qual o sofrimento psíquico pode levar a padrões alimentares inadequados, como alimentação emocional, restrição alimentar e baixa qualidade da dieta, enquanto hábitos alimentares desregulados podem agravar sintomas psicológicos. Além disso, fatores como estresse, baixa autoeficácia e dificuldades na regulação emocional interferem na capacidade de manter comportamentos alimentares saudáveis. Em contrapartida, a alimentação intuitiva, baseada no respeito aos sinais de fome e saciedade, associa-se a melhores indicadores metabólicos e psicológicos⁵. Alterações emocionais também podem impactar o metabolismo nutricional, como demonstrado em estudos que relacionam ansiedade a alterações em biomarcadores como vitamina B-12. Ademais, a saúde mental influencia práticas como o aleitamento materno, podendo comprometer sua manutenção. Intervenções que integram suporte psicológico e estratégias comportamentais mostram maior efetividade na redução de sintomas depressivos, enquanto abordagens isoladas apresentam resultados limitados. Assim, conclui-se que a relação entre alimentação e saúde mental no puerpério é multifatorial, exigindo abordagem multiprofissional e integral para promoção da saúde materno-infantil.

 

Referências

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Publicado

2026-06-15

Edição

Seção

RESUMOS - Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente