Efeitos adversos maternos e perinatais associados a epilepsia e a terapêutica indicada

Autores

  • Pollyana Ferreira Dias Centro Universitário UniEVANGÉLICA
  • Camila Gomes Vieira Centro Universitário UniEVANGÉLICA
  • Esther Cardoso dos Santos Souza Centro Universitário UniEVANGÉLICA
  • Isabela Gomes Basílio Centro Universitário UniEVANGÉLICA
  • Anna Clara Fenato de Lisbôa Centro Universitário UniEVANGÉLICA
  • Danielle Brandão Nascimento Centro Universitário UniEVANGÉLICA

Palavras-chave:

Convulsões, Gravidez, Terapêutica

Resumo

A epilepsia é uma doença neurológica crônica em que descargas elétricas no
cérebro provocam crises convulsivas. As causas predisponentes incluem fatores
genéticos, estruturais e metabólicos. O desfecho dessa comorbidade, porém, depende
da causa e do tratamento. Se feita de maneira correta, a terapêutica é capaz de
reabilitar o paciente com déficits cognitivos e psicológicos. No entanto, é importante
ressaltar que o tratamento para cada grupo de paciente é diferenciado, destacando a
gestação como vulnerável a efeitos teratogênicos. Logo, conhecer as particularidades
desse grupo é essencial para um atendimento de saúde com excelência. Revisar como
a epilepsia durante a gestação pode influenciar em efeitos adversos perinatais e
elucidar as indicações terapêuticas. Trata-se de uma revisão integrativa de literatura,
de estudo quantitativo, composta por 9 artigos científicos originais, em Língua
Portuguesa e Língua Espanhola, dos períodos de 2002 a 2019. Os dados foram
coletados das plataformas eletrônicas: Google Acadêmico, Scientific Electronic Library
Online e Biblioteca Virtual em Saúde. Os descritores usados foram: “ convulsão”,
“gravidez”, “terapêutica” e “crise epilética”. Mulheres gestantes com epilepsia são
mais vulneráveis, devido a fatores que englobam, mudanças fisiológicas hormonais
responsáveis por desencadear mudanças no limiar das crises, privação do sono e
modificações na farmacocinética das drogas antiepilépticas. O controle da doença na
mulher no período pré-gravídico é um fator determinante nas repercussões, visto que,
quando este não vem sendo mantido, as chances de exacerbação das crises na
gestação aumentam e são marcadas por episódios de hiperventilação, estresse e
hipocalemia. As principais complicações descritas são: doença hipertensiva na
gravidez, parto prematuro, restrição de crescimento, retardo mental, aumento da
mortalidade perinatal e de malformações congênitas, como: defeitos do tubo neural,
fenda labial e palatina e alterações cardíacas, que podem ser agravadas pelo uso de
terapia anticonvulsivante. Apesar dos riscos de teratogenicidade, alguns estudos
indicam a manutenção da terapêutica estabelecida antes da concepção se não houver
exacerbação de sintomas, enquanto outros indicam o reajuste da terapia. Sendo assim,
é notório que os efeitos adversos maternos e perinatais associados a usos de
anticonvulsivantes são variáveis. Alguns estudos apontaram que as complicações
maternas são variáveis independentes do tipo de terapia usada. Outros estudos
apontam uma maior tendência de complicações devido ao uso de ácido valpróico, que
tem maiores riscos de malformações congênitas e deve ser evitado. Nesse sentido, é
necessário um plano terapêutico individualizado, com uso racional desses
medicamentos, uma vez que a suspensão desses medicamentos não é indicada
podendo aumentar as crises gerando alterações motoras graves e o perigo de hipóxia
fetal.

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Publicado

2021-05-24

Edição

Seção

ANAIS II CAMEG