Perfil epidemiológico das malformações congênitas do aparelho circulatório em nascidos

Autores

  • Dielitha Aparecida de Paula Discente do curso de Medicina da Universidade de Rio Verde
  • Débora Rocha Moraes Discente do curso de Medicina da Universidade de Rio Verde
  • Raiane Antunes Sampaio Mestranda em Ensino na Saúde da Universidade de Rio Verde

Palavras-chave:

Anomalias congênitas, Sistema Cardiovascular, Epidemiologia

Resumo

Entende-se por malformação congênita alterações funcionais ou estruturais originadas antes do nascimento. Dentre as anomalias do desenvolvimento as malformações do aparelho circulatório demonstram elevada morbimortalidade, sendo assim, um importante assunto em saúde pública. Avaliar o perfil epidemiológico das malformações congênitas do aparelho circulatório em nascidos vivos no Brasil, entre 2014 a 2018. Foi realizado um estudo descritivo transversal com base em dados do Sistema de Informações de Nascidos Vivos (SINASC), em junho de 2020, relativo ao período de 2014 a 2018 a fim de quantificar e caracterizar os nascidos vivos com malformações do aparelho circulatório congênitas no Brasil. Assim, foram selecionados dados referentes ao sexo, raça, região, duração da gestação, peso ao nascer, tipo de parto, pré-natal, Apgar do 1º e 5º minuto (min.), bem como a idade materna. Entre 2014 a 2018 foram identificados 12.547 nascidos vivos com malformações do aparelho circulatório congênitas no Brasil, com um crescimento no 6% no total de casos nesse período. Quanto ao sexo, 52% do total eram sexo masculino e 48% do sexo feminino. Em relação à raça, 53% eram brancos e 36% pardos. No que se refere ao Apgar, a maioria dos recém nascidos apresentaram Apgar entre 8-10 (66%) ou entre 6-7 (16%) no 1º min., evoluindo para o 5º min. com o Apgar entre 8-10 (86%) ou 6-7 (7%). No que se refere ao parto, 70% nasceram via cesárea e 30% via vaginal, sendo que 72% do total nasceram com a idade gestacional entre 37 a 41 semanas e 18% entre 32 a 36 semanas. Em se tratando do peso ao nascer, 44% do total possuíam entre 3kg a 3,9kg, 23% entre 2,5kg a 2,9kg e 19% entre 1,5 kg a 2,5kg. Dentre as regiões brasileiras, o Sudeste correspondeu a 68% dos casos, seguido pelas regiões Sul (15%) e Nordeste (10%). Quanto à idade materna, 45% delas tinham entre 25-34 anos. No que tange à assistência pré-natal, 67% das mães realizaram o pré-natal mais que adequado (mais que 6 consultas) e 14% o fizeram inadequadamente (menos que 6 consultas). Diante desse contexto, é possível inferir que houve um aumento de 6% no número de NV com MAC congênita no Brasil e que a grande parcela foi composta por crianças do sexo masculino, de raça branca, com Apgar 8-10 no 1º min. e 5º min., nascidos via cesárea, com peso ao nascer entre 3 a 3,9kg e duração da gestação de 37 a 41 semanas, filhos de mães que realizaram o pré-natal mais que adequado e com idade entre 25-34 anos.

Downloads

Publicado

2021-05-25

Edição

Seção

ANAIS II CAMEG