Ponderação dos impactos e transmutação da saúde mental no decurso da pandemia de covid-19

Autores

  • Ávila Beatriz Pontes Soeiro Centro Universitário Unievangélica
  • Isadora Vilela Rodovalho Centro Universitário Unievangélica
  • Laura Melo Perillo Centro Universitário Unievangélica
  • Emanuel Fernandes de Souza Xavier Centro Universitário Unievangélica
  • Elias Hanna Centro Universitário Unievangélica

Palavras-chave:

Saúde mental, Depressão, COVID-19

Resumo

A atual pandemia da COVID-19 iniciou com um surto da doença declarado na província chinesa de Wuhan, sendo o vírus espalhado ao redor do mundo rapidamente. O impacto desse contexto refletiu também psicologicamente: a angústia de conviver com um vírus desconhecido, vivenciar o isolamento e o medo inerente de perder entes queridos e até a própria vida gerou uma crise no ser humano. A situação é ainda pior para os profissionais de saúde, que trabalham em pressão extrema e tomam decisões importantes ao manejar seus pacientes. Além disso, as redes sociais e sua sobrecarga de informações (até mesmo fake news), podem ser gatilhos para a piora do estado mental. Diante desse cenário, a abordagem do tema é necessária ao se considerar seu impacto mental e comportamental a curto e longo prazo. Identificar as alterações de saúde mental provocadas pela pandemia de COVID-19. Realizou-se um estudo bibliográfico qualitativo a partir da análise de artigos publicados no ano de 2020 e nas línguas portuguesa, inglesa e espanhola. Foram utilizadas as bases de dados Google Scholar, LILACS, PubMed e SciELO, e os seguintes Descritores em Ciências da Saúde (DeCS): “COVID-19”, “mental health”, “depressão”  e “ansiedade”. Desde março de 2020 são relatados níveis crescentes de ansiedade, tristeza, solidão e depressão entre jovens, pessoas de meia-idade e idosos. Com base nos estudos realizados, 27% dos adultos relataram piora da saúde mental e 14% relataram piora da saúde comportamental dos filhos. Além disso, em todas as faixas etárias indivíduos com altos níveis de comorbidade, ansiedade e tristeza também tinham maiores escores de autopercepção negativa do envelhecimento, o que ratifica a ideia de perceber negativamente o envelhecer prejudicar a saúde mental e explica a questão de idosos relatarem menor sofrimento psicológico que demais faixas etárias. Também foram avaliados fatores como nível de escolaridade, exposição à redes sociais e viver em  zona rural ou urbana. De acordo com as pesquisas, a exposição constante a redes sociais não está diretamente relacionada com a depressão, mas sim com aumento no risco de desenvolver ansiedade. Em relação ao nível de escolaridade, índices menores de depressão e ansiedade estavam entre os que tinham maior tempo de estudo. Quanto aos habitantes de diferentes zonas, os de zonas rurais apresentaram menores índices de depressão do que os de zonas urbanas. O foco intenso em medidas de contenção da transmissão do vírus, pode muitas vezes negligenciar o impacto psicossocial da pandemia na população. Observa-se que os efeitos envolvem diversas famílias mas são heterogêneos, afetando com maior intensidade quem se encontra em condições de saúde, sociais e econômicas mais vulneráveis. Dessa forma, é importante a promoção de meios práticos de preservação da saúde mental recomendadas por profissionais, uma vez que as consequências do exposto podem ser duradouras.

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Publicado

2021-05-25

Edição

Seção

ANAIS II CAMEG