Mecanismos de lesão miocárdica em pacientes com covid-19

Autores

  • Vanessa Ribeiro Centro Universitário Unievangélica
  • Milenna Larissa Brandão Centro Universitário Unievangélica
  • Mikaela Aires Martins Ribeiro Centro Universitário Unievangélica
  • Geovanna de Oliveira Araújo Silva Centro Universitário Unievangélica
  • Igor Mundim Zendron Centro Universitário Unievangélica
  • Jalsi Tacon Arruda Centro Universitário Unievangélica

Palavras-chave:

COVID-19, Lesão cardíaca, Morbimortalidade

Resumo

A doença do novo coronavírus (COVID-19), causada pelo Sars-CoV-2, descoberta em Wuhan na China, se tornou uma pandemia. Sabe-se que pacientes com doença cardiovascular são mais suscetíveis à COVID-19, apresentando um curso clínico mais grave e maior morbimortalidade. Dentre as afecções cardíacas, destacam-se a insuficiência cardíaca aguda, miocardite viral, arritmias (taquiarritmias, bradiarritmias e assistolia), alterações pressóricas (hipertensão/hipotensão), choque cardiogênico, síndrome de Takotsubo, dentre outras. Compreender os mecanismos de lesão miocárdica em pacientes com COVID-19, evidenciando os principais efeitos deletérios sobre o sistema cardiovascular.  Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, na qual foram utilizados artigos obtidos nas plataformas Public Medline (PubMed) e Scientific Electronic Library Online (SciELO). Foram utilizados os Descritores em Ciência da Saúde (DeCS): “infecção por coronavírus” e “coração”, na língua inglesa. Os critérios de inclusão foram: artigos de acesso livre; publicados em inglês e/ou português, publicados em 2020 e relevância com a temática discutida. A lesão miocárdica resulta da entrada do vírus nas células do hospedeiro, pela ligação a enzima conversora de angiotensina 2, levando a alterações na via de sinalização ocasionando lesão miocárdica e pulmonar. As formas graves caracterizam-se por resposta inflamatória sistêmica e descarga de citocinas, levando a lesões de órgãos, podendo evoluir para falência múltipla. Dessa forma, ocorre alteração da demanda cardiometabólica, associada a infecção e hipóxia pela doença respiratória aguda, alterando a razão de oferta e demanda de oxigênio ao músculo cardíaco. Há evidências de que a ativação do sistema imune proporciona um ambiente protrombótico, associado ao estresse de cisalhamento aumentado, devido ao fluxo sanguíneo nas artérias coronarianas, que pode propiciar a ruptura de placas de ateroma ocasionando infarto agudo do miocárdio. Portanto, compreender os fatores que ocasionam lesão miocárdica, para melhor abordagem clínica e diagnóstica aos pacientes com COVID-19 é importante. Isso permite prudente avaliação e monitorização da função cardíaca, através do diagnóstico precoce, minimizando a progressão para casos graves fatais. Além disso, os mecanismos fisiopatológicos podem ser futuros alvos terapêuticos para reduzir o impacto negativo sobre o prognóstico, morbidade e mortalidade.

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Publicado

2021-05-25

Edição

Seção

ANAIS II CAMEG