Uso de Cosmecêuticos no Rejuvenescimento Facial

  • Mariana Nogueira Amaral Guerra Pontifícia Universidade Católica de Goiás
  • Ana Flávia Santos Fonseca, Santos Fonseca Pontifícia Universidade Católica de Goiás
  • Hermínio Maurício Rocha Sobrinho, Rocha Sobrinho Pontifícia Universidade Católica de Goiás
Palavras-chave: Cosmecêuticos, Cosméticos, Rejuvenescimento, Antioxidantes, Retinóides

Resumo

No Brasil ainda não há legislação sanitária contemplando o uso e comercialização de produtos cosmecêuticos. Os cosmecêuticos são produtos novos capazes de afetar a estrutura e fisiologia da pele. Objetivo: Descrever os principais tipos de cosmecêuticos empregados em tratamentos estéticos de rejuvenescimento cutâneo facial, destacando seus respectivos mecanismos de ação e efeitos biológicos, assim como as suas principais contraindicações e efeitos adversos. Método: Trata-se de uma revisão bibliográfica narrativa com pesquisa de estudos publicados no período de 2004 a 2019. Resultados: A pele humana sofre ação do tempo sendo afetada por fatores intrínsecos e extrínsecos. A identificação e tratamento do envelhecimento cutâneo precoce é fundamental para se evitar doenças dermatológicas e melhorar a aparência, autoestima e saúde. Uma das formas comprovadas de se estimular o rejuvenescimento da pele é a utilização de cosmecêuticos a partir de um regime de cuidados diários com a pele. Os cosmecêuticos são produtos capazes de corrigir danos da pele, repor elementos perdidos com o envelhecimento e ainda apresentam ação preventiva, sendo divididos em antioxidantes, alfa-hidroxilácidos, retinóides, entre outros. Podem ter ação oral, tópica ou conjunta, que prometem melhorar o aspecto facial, com um considerável custo-benefício. Conclusões: A associação do uso diário de cosmecêuticos com tratamentos estéticos tais como limpeza de pele, peelings químicos, tratamento de flacidez cutânea tem apresentado resultados promissores no processo de rejuvenescimento facial. O uso de cosmecêuticos com acompanhamento de um profissional e seguindo as recomendações adequadas, minimiza ou anula o risco de danos para a saúde do paciente.

Biografia do Autor

Hermínio Maurício Rocha Sobrinho, Rocha Sobrinho, Pontifícia Universidade Católica de Goiás
Professor adjunto da Escola de Ciências Médicas, Farmacêuticas e Biomédicas da PUC Goiás.Doutor em Medicina Tropical e Saúde Pública pela UFG.

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Publicado
2020-07-13
Seção
ARTIGOS DE REVISÃO