Hipotireoidismo congênito: impasse no desenvolvimento infantil

Autores

  • Ana Vitória de Pina Cardoso
  • Ana Lara Menezes de Sousa
  • Layne Mendonça Schmitt
  • Esther Cardoso dos Santos Souza
  • Elias Hanna

Palavras-chave:

Hipotireoidismo congênito. Desenvolvimento infantil. Hormônios

Resumo

Introdução: O hipotireoidismo congênito (HC) é um distúrbio do metabolismo, caracterizado pela produção inadequada de hormônios da tireoide devido ao mau funcionamento da glândula. É uma das principais causas de retardo mental e de atrasos no desenvolvimento neuropsicomotor, porém existem tratamentos aptos a resolverem tais problemas se diagnosticado oportunamente. Objetivo: Evidenciar como o hipotireoidismo congênito influencia no desenvolvimento da criança. Material e método: O presente estudo trata-se de uma revisão integrativa em que a coleta de dados foi feita a partir de fontes secundárias de 20 artigos. A busca foi realizada nas bases de dados Scielo, Bireme e PubMed. Utilizando os descritores Ciências da Saúde (DeSC): “hypothyroidism” and “congenital” and “child development”, foram selecionados artigos publicados nos últimos 6 anos. Resultado: De acordo com a literatura, os hormônios produzidos pela tireoide, tiroxina (T4) e triiodotironina (T3), possuem uma regulação de secreção pela hipófise através da liberação do hormônio de estimulação da tireoide (TSH). Estes hormônios são fundamentais para o crescimento, pois controlam a velocidade do metabolismo e para maturação e organogênese do sistema nervoso (SN), visto que influenciam na mielinização, formação de sinapses, arborização dendrítica e vascularização. No HC, em que na maior parte dos casos é resultado da máformação da glândula tireoide, ocorrem disfunções cognitivas, devido a deficiência dos hormônios T3 e T4, onde as regiões responsáveis por essas habilidades, cerebelo, hipocampo e córtex cerebral possuem receptores para esses hormônios, responsáveis pelo desenvolvimento neurológico. Após esse retardo cognitivo, ocorrem efeitos deletérios na fala, audição, quociente intelectual, reflexos e coordenação motora. Além disso, a atividade muscular automática, o crescimento ósseo, pela falta do aparecimento e crescimento dos centros de ossificação epifisal, dependentes de T3 eT4, a mineralização e resistência dos ossos, também são comprometidos. Na infância, uma imagem radiológica com a ausência da epífise distal do fêmur e proximal da tíbia, possuem relevância clínica. Após a análise dos estudos, foi possível perceber que o diagnóstico clínico de HC em recém-nascidos é muito difícil, pois a maioria dos bebês apresentam sintomatologia evidente somente após os três meses de idade, quando os danos já podem ter se estabelecido, tornando-se imprescindível um acompanhamento médico amplo ao recém-nascido. Conclusão: O hipotireoidismo congênito é uma doença metabólica que afeta principalmente o SN, acarretando alterações patológicas no desenvolvimento cognitivo e físico da criança, criando um quadro de retardos. Deve-se focar no acompanhamento pós-natal, enfatizando a realização do teste do pézinho entre 3 e 5 dias de vida do bebê, devido as concentrações de TSH serem elevados antes deste período, afirmando um falso-positivo. Logo, são necessárias essas medidas que diagnosticam a doença precocemente a fim de minimizar seus danos e iniciar o tratamento, sendo o mais simples, a reposição hormonal.

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Publicado

2020-02-19

Edição

Seção

ANAIS I CAMEG