Prevalência de infecções sexualmente transmissíveis na população carcerária feminina de Anápolis - Goiás

  • Horrana Carolina Bahmad Gonçalves
  • Jordana Daniella Inêz da Silva
  • Sarah Coelho Borges
  • Vanessa Ribeiro
  • Marcela de Andrade Silvestre

Resumo

RESUMO: O Brasil se encontra na quarta posição mundial em relação ao tamanho absoluto de mulheres encarceradas em que em sua a maioria são solteiras (62%), jovens com idade de 18 a 29 anos (50%) e negras (62%). Assim, os determinantes sociais desse grupo são, muitas vezes, responsáveis pelas iniquidades de saúde que essas pessoas vivem, representados pelo baixo fator socioeconômico, escolar além de oriundas de camadas sociais desfavorecidas. O objetivo do trabalho é identificar as condições de prevalência de Infecções Sexualmente Transmissíveis e de saúde de mulheres encarceradas em um sistema penitenciário de Anápolis, Goiás. Por meio dessa caracterização, almeja-se reconhecer suas demandas e histórico de saúde, buscando comportamentos de risco. Trata-se de um estudo descritivo transversal, que tem por intuito discutir a prevalência de hepatite B, sífilis e HIV no período de 2020 à 2021 em mulheres encarceradas. Para isso serão utilizadas a aplicação de testes rápidos para diagnóstico de IST e questionários adaptados de outros validados para mapear qualitativamente o perfil sociodemográfico dessas mulheres. Dessa forma é fundamental proporcionar uma atenção integral voltada à saúde dessa população, diminuindo o estigma, preconceitos e principalmente a perpetuação dessas IST presentes nesse meio.      
Publicado
2019-11-23
Seção
RESUMOS - Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente