Internações e mortalidade hospitalar por insuficiência cardíaca no Estado de Goiás

  • Beatriz França do Vale
  • Carolina Ribeiro Fernandes Oliveira
  • Isabela Borges De Freitas
  • Isadora Eloi Franco
  • Júlia Loyola Caldas
  • Humberto Granner Moreira
Palavras-chave: Insuficiência Cardíaca, Hospitalização, Epidemiologia

Resumo

A insuficiência cardíaca (IC) é uma síndrome clínica caracterizada pela disfunção cardíaca que culmina em inadequado suprimento sanguíneo para atender às necessidades metabólicas teciduais. A IC apresenta-se como a maior causa cardiovascular de morbidade hospitalar no Brasil. O aumento de sua prevalência está relacionado ao crescimento da expectativa de vida, enquanto o tratamento evoluiu e reduziu morbimortalidade. Portanto, a média de permanência hospitalar cresceu. A etiologia de maior prevalência no Brasil é isquêmica. Entretanto, na Região Centro-Oeste há predomínio de etiologia chagásica. O projeto objetiva descrever a tendência temporal da incidência de internações hospitalares em Goiás por IC no período entre 2007 e 2017, tanto no Sistema Único de Saúde (SUS) quanto no Sistema de Saúde Suplementar (SSS). A principal justificativa de internação por IC é a sua descompensação e a readmissão é o fator de risco preponderante para a morte nessa doença, entre suas causas estão a terapia inadequada, má aderência ao tratamento e piora da função cardíaca. Esse é um estudo epidemiológico, observacional, descritivo e retrospectivo. Os dados relativos ao SUS são disponibilizado no portal eletrônico DATASUS, enquanto os do SSS serão obtidos nos bancos de dados do Instituto de Assistência dos Servidores Públicos do Estado de Goiás – IPASGO. Busca-se os números de internações hospitalares por ano, a média de internação hospitalar, total de gastos e número de óbitos intra-hospitalares. Assim, a expectativa é que no SSS o custo médio por hospitalização seja maior, enquanto o tempo de internação e a mortalidade hospitalar sejam menores, comparados ao SUS.
Publicado
2019-07-03
Seção
RESUMOS - Envelhecimento e Epidemiologia das Doenças Crônicas Não Transmissiveis