ANÁLISE DAS HABILIDADES SOCIAIS, ESTRESSE E SONOLÊNCIA DIURNA EM ESTUDANTES DE MEDICINA

  • whaine morais arantes filho universidade de rio verde
  • Natalia Nunes dos Santos Universidade de Rio Verde
  • Andre Luiz Sbroggio Júnior Universidade de Rio Verde
  • Eliane Gouveia de Morais Sanchez Universidade Federal de Goias
  • Barbara Morais Arantes Universidade Federal de Goias
  • Waldemar Naves do Amaral Universidade Federal de Goias
  • Claudio Hebert Nina e Silva Universidade de Rio Verde
  • Hugo Machado Sanchez Universidade Federal de Goias
Palavras-chave: estresse, habilidades sociais, distúrbios do sono por sonolência excessiva, personalidade

Resumo

Objetivo: Analisar as habilidades sociais, os níveis de estresse e de sonolência diurna em estudantes de Medicina em diferentes momentos da graduação. Métodos: trata-se de uma investigação do tipo descritiva transversal quantitativa, sendo a amostra não probabilística, discentes de todos períodos letivos da Faculdade de Medicina da Universidade de Rio Verde, Rio Verde, Goiás, Brasil. Os dados coletados foram idade, sexo, período letivo, além três questionários validados na literatura com os instrumentos: Inventario de Habilidades Sociais de Del Prette e Del Prette, Inventários de Estresse Percepcionado e Escala de Sonolência Diurna de Epworth. Os dados foram analisados no programa SPSS, versão 22.0, sendo submetidos a que verificou-se distribuição normal, utilizando demais testes paramétricos. Também realizou-se análise estatística descritiva, correlacionando os instrumentos. Por fim, foi verificado a confiabilidade interna do instrumento. Resultados: Existe um número significativo de estudantes de Medicina com um péssimo desempenho em habilidades sociais (59,2%), sendo estes associados a escores patológicos de sonolência diurna e altos níveis de estresse em mais da metade da população estudada, piorando com decorrer do curso. Conclusão: O desenvolvimento das habilidades sociais durante a graduação garante o aprimoramento das relações pessoais e profissionais, contribuindo para a formação integral do médico e uma prática médica mais competente e humana.

Referências

1 Brasil. Conselho Nacional de Educação. Câmara de Educação Superior. Resolução CNE/CES 3/2014. Diretrizes curriculares nacionais do curso de graduação de medicina. Brasília: Ministério da Educação, 2014. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&view=download&alias=15874-rces003-14&category_slug=junho-2014-pdf&Itemid=30192

2 PESSOTTI I. Humanistic education and medical education. Medicina, Ribeirão Preto. 1996;29:440-448.

3 Araújo AM. Sucesso no ensino superior: Uma revisão e conceptualização. Revista de estudios e investigación en psicología y educación. 2017;4(2):132-141.

4 Gomes G, Soares AB. Inteligência, habilidades sociais e expectativas acadêmicas no desempenho de estudantes universitários. Psicologia: Reflexão e Crítica. 2013;26(4):780-789.

5 Del Prette A, Del Prette ZAP. Psicologia das Relações Interpessoais Vivências para o Trabalho em Grupo. Petrópolis: Vozes; 2007.

6 SERINOLLI MI, OLIVA MDPM, EL-MAFARJEH E. Antecedente de Ansiedade, Síndrome do Pânico ou Depressão e Análise do Impacto na Qualidade de Vida em Estudantes de Medicina. G&SSS. 2015;4(2):113-126.

7 Querido IA, Naghettini AV, Orsini MRCA, Bartholomeu D, Montiel JM. Fatores associados ao estresse no internato médico. Revista Brasileira de Educação Médica. 2016;40(4):565-573.

8 Corrêa CC, Oliveira FK, Pizzamiglio DS, Ortolan EVP, Weber SAT. Qualidade de sono em estudantes de medicina: comparação das diferentes fases do curso. J. bras. pneumologia. 2017;43(4):285-289.

9 Ribeiro CR, Oliveira SM, Silva YM. The impact of sleep quality in medical education. Rev Soc Bras Clin Med. 2014;12(1):8-14.

10 Mcnamara P, Pace-Schott EF; Johnson P. Sleep architecture and sleep-related mentation in securely and insecurely attached people. Attachment e Human Development. 2011;13(2):141-154.

11 Lima RL, Soares MEC, Prado SN, Albuquerque GSC. Estresse do Estudante de Medicina e Rendimento Acadêmico. Revista Brasileira de Educação Médica. 2016;40(4):678-684.

12 Caballo VE. Manual para Tratamento Cognitivo-Comportamental dos Transtornos Psicológicos da Atualidade. 1ed. São Paulo: Santos; 2006.

13 Moreno-Jiménez B, Camacho AA. Habilidades sociales para las nuevas organizaciones. Psicología Conductual. 2014;22(3):587-604.

14 Faria L, Pinto JC, Taveira MC. Perfis de carreira: Exploração vocacional, adaptação acadêmica e personalidade. Arquivos Brasileiros de Psicologia. 2014;66(2):100-113.

15 Schweller, M. O ensino de empatia no curso de graduação em medicina. (Tese de Doutorado). Campinas (Brasil): Universidade Estadual de Campinas. Faculdade de Ciências Médicas; 2014 [citado em 05 ago. 2018]. 138p. Disponível em: http://repositorio.unicamp.br/jspui/handle/REPOSIP/313594

16 Quintana AM, Rodrigues AT, Arpini DM, Bassi LA, Cecim PS, Santos MS. A angústia na formação do estudante de medicina. Revista Brasileira de Educação Médica. 2008;32(1):7-14.

17 Vasconcelos TC, Dias BRT, Andrade LR, Melo GF, Barbosa L, Souza E. Prevalência de Sintomas de Ansiedade e Depressão em Estudantes de Medicina. Rev. bras. educ. med. 2015;39(1):135-142.

18 Abrão CB, Coelho EP, Passos LBS. Prevalência de sintomas depressivos entre estudantes de medicina da Universidade Federal de Uberlândia. Revista Brasileira de Educação Médica. 2008;32(3):315-323.

19 Tempski P, Perotta B. Eu Quero, eu Preciso Dormir! Sonolência Diurna do Estudante de Medicina. Cadernos ABEM. 2010;6:27-30.

20 Aguiar SM, Vieira APGF, Vieira KMF, Aguiar SM, Nóbrega JO. Prevalência de sintomas de estresse nos estudantes de medicina. Jornal Brasileiro de Psiquiatria. 2009;58(1):34-38.

21 Moreira HÁ, Souza KN, Yamaguchi MU. Síndrome de Burnout em médicos: uma revisão sistemática. Rev. bras. saúde ocup. 2018;43(3):1-11.

22 Almeida EG, Batista NA. Desempenho docente no contexto PBL: Essência para aprendizagem e formação médica. Revista Brasileira de Educação Médica, 2013;37(2):192-201.
Publicado
2018-12-21