UTILIZAÇÃO DA TERAPIA FOTODINÂMICA NO TRATAMENTO DA OSTEORRADIONECROSE DOS MAXILARES: DESCRIÇÃO DE PROTOCOLO CLÍNICO.

Autores

  • Érika De Paula Da Cruz Centro Universitário de Anápolis - UniEVANGÉLICA, Brasil
  • Marília Ayres Suarez
  • Lilian Tatiane Bassan
  • Maria Paula Siqueira De Melo Peres
  • Juliana Bertoldi Franco

Resumo

A osteorradionecrose (ORN) é a complicação mais severa da radioterapia (RT) de cabeça e pescoço, sendo definida por uma exposição de osso necrótico que persiste por período superior a 3 meses. A ORN pode estar associada a dor, sequestro ósseo, fratura patológica, fístula orocutânea e deformidades. Atualmente, a teoria mais aceita afirma que após a realização da RT os tecidos tornam-se hipovascularizados, hipocelulares e hipóxicos dificultando sua cicatrização. O tratamento da ORN é realizado através da limpeza cirúrgica associada a antibiótico terapia, higiene oral e ao uso de clorexidina 0,12%. A terapia fotodinâmica (PDT), técnica que associa o uso de um corante fotossensibilizador a uma fonte de luz como um comprimento de onda específico do LASER, pode ser usada objetivando-se a desinfecção da ORN. Será relatado um protocolo clínico de PDT aplicado em 2 pacientes com ORN em mandíbula. Ambos do sexo masculino, submetidos a RT de cabeça e pescoço devido a CEC em cavidade oral, com exposição de osso necrótico após 4 meses da exodontia do 36 (±0,4cm por lingual, no 1º paciente; ±2,0cm em rebordo, no 2º). Foi realizada limpeza local com clorexidina 0,12%, aplicação do corante azul de metileno 0,01% por 5 minutos e aplicação de LASER de baixa potência (660nm, 120J/cm2, 3,6J, 100mW, 36s) recobrindo toda a área comprometida. As aplicações foram realizadas semanalmente, por 4 semanas consecutivas. Observou-se proliferação epitelial sobre o osso tratado com a PDT, com resolução completa no 1º caso e parcial no 2º, mas com melhora da dor. O uso da PDT no tratamento da ORN mostrou-se importante por promover a desinfecção do osso necrótico favorecendo a reparação tecidual que permitiu menor deformidade quando comparada ao tratamento cirúrgico convencional.

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Publicado

2017-05-09

Edição

Seção

Resumos XVI JOCAPE da Universidade de São Paulo - USP