Notas Sobre Florestas no Brasil da Primeira República: Silvicultura, Preservação da Natureza e Agricultura

  • Roberta Barros Meira Centro Universitário de Anápolis - UniEVANGÉLICA
  • Mariluci Neis Carelli

Resumo

Este artigo se propõe a discutir os argumentos em prol da silvicultura e da preservação das florestas brasileiras - culminando na organização do Serviço Florestal durante a Primeira República. O presente artigo também visa analisar as preocupações com as mudanças climáticas. A análise que se segue desdobra-se no pensamento de acadêmicos, literatos, agricultores e estadistas baseados em uma documentação que envolve o Ministério da Agricultura, crônicas, revistas científicas e periódicos agrícolas.  Nessa análise busca-se perceber como tais atores pensavam a proteção à natureza. Enfim, privilegia-se uma perspectiva teórica fundada na História Ambiental, sintonizando o trabalho com questões econômicas, políticas e culturais.Palavras chave: Patrimônio Natural; Agricultura; Silvicultura; Mudanças Climáticas.

Biografia do Autor

Roberta Barros Meira, Centro Universitário de Anápolis - UniEVANGÉLICA
Doutora em História Econômica pela Universidade de São Paulo. Professora da Universidade da Região de Joinville, Brasil.
Mariluci Neis Carelli
Doutora em Engenharia da Produção pela Universidade Federal de Santa Catarina. Professora da Universidade da Região de Joinville, Brasil.

Referências

Boletim do Ministério da Agricultura, Indústria e Comércio setembro a outubro de 1912. Tipografia do serviço de Estatística , Rio de Janeiro.
Caminha PV 1968. Carta a El Rei Dom Manuel, (Versão) Sabiá, Rio de Janeiro.
Castro G 2004. Para uma História Ambiental Latino americana. Editorial de Ciências Sociales.
Crespo RA 1997. Messianismos culturais: Monteiro Lobato, José Vasconcelos e seus projetos para a nação. São Paulo. Tese (Doutorado em História Social) - Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo.
Franco JLA, Drummond JA 2009. Proteção à natureza e identidade nacional no Brasil anos 1920-1940. Editora da Fiocruz ,Rio de Janeiro.
Godoy SS 2005. O avô do tempo. Diário de um meteorologista:1900-1940. Dissertação (Mestrado em História) - Departamento de História, PUC-Rio.
Jornal do Agricultor julho a dezembro de 1885. Rio de Janeiro: Tip. Carioca.
Leff E 2009. Ecologia, capital e cultura: a territorialização da racionalidade ambiental. Vozes, Petrópolis.
Lobato M 2007. Cidades mortas. Globo, São Paulo.
Meira RB 2014. São os “Centrales” que distinguem o açúcar: O encantamento dos produtores de açúcar brasileiros pelos engenhos centrais cubanos”. Travesía, nº 16, pp. 5-27.
Neves MS 1995. História da crônica. Crônica da história. In: Resende B (org.), Cronistas do Rio. CCBB, Rio de Janeiro.
O Jornal 1925. O Jornal 28 de janeiro de 1925.
Pádua JA 1987. Natureza e projeto nacional: as origens da ecologia política no Brasil. In: Pádua JA (Org.). Ecologia e política no Brasil. Espaço e Tempo, Rio de Janeiro.
Pádua JA 2010. As bases teóricas da história ambiental. Estudos Avançados, v. 24(68).
Picard J 1996. Usinas açucareiras de Piracicaba, Villa-Haffard, Porto Feliz, Lorena e Cupim: Missão de inspeção do Senhor J. Picard, Engenheiro, de 1 de março a 15 de julho de 1903. Hucitec; Editora da Unicamp, São Paulo.
Revista A Lavoura 1897. Revista A Lavoura novembro a dezembro de 1897. Imprensa Nacional, Rio de Janeiro.
Revista A Lavoura 1918. Revista A Lavoura janeiro a fevereiro de 1918. Imprensa Nacional, Rio de Janeiro.
Revista do Museu Paulista 1911. Revista do Museu Paulista. Tip do Diário Oficial, São Paulo.
Sampaio AJ 1926. O problema Florestal no Brasil em 1926. Relatório sucinto visando a Phypotechnia e a Phytogeographia. [abril-maio 1926- março de 1926]
Sawyer F 1905. Estudo sobre a indústria açucareira no Estado de São Paulo, comparada com a dos demais países. Apresentada ao Dr. Carlos Botelho M. D. da Secretária da Agricultura pelo engenheiro Frederic Sawyer. Tip. Brazil de Carlos Gerke & Rothschild, São Paulo.
Thomas K 1996. O homem e o mundo natural. Companhia de Letras, São Paulo.
Worster D 2004. ¿Por qué necesitamos de la historia ambiental?. Revista Tareas [mayo-agosto], Panamá, n. 117: 119-131.
Publicado
2015-07-31