Avaliação do desenvolvimento biopsíquico das crianças sob tutela em Anápolis- GO

  • Gabriela Arantes Araujo
  • Geovanna Camargo Salazar
  • Karoline Mariane Julião
  • Pedro Humberto Rassi de Mendonça
  • Rafael Jabbar
  • Rafaella Lorrayne Aquino Neto
  • Juliane Macedo
  • Marluce Martins Machado Da Silveira

Resumo

RESUMO: Sabe-se que a infância é o principal período de desenvolvimento do indivíduo e que apresenta reflexos inevitáveis na vida adulta. Assim, é indubitável a necessidade de grande investimento de afeto, atenção, respeito, orientação e cuidado para com a criança. Afinal, qualquer deficiência apresentada nessa etapa pode significar importantes mudanças para o organismo futuro, afetando em primeiro lugar o indivíduo em pauta e até mesmo o grupo em que está inserido. Neste viés, o objetivo deste trabalho é encontrar possíveis alterações físicas, psíquicas, sociais, emocionais e comportamentais de crianças sob tutela do estado, mais especificamente em situação de afastamento familiar. Ademais, como proposta conjunta, nos casos em que recursos suficientes estejam à disposição, rastrear os fatores causais desta sujeição, sejam elas sociais,afetivas, traumáticas, acidentais ou outras quaisquer. O presente trabalho trata-se de um estudo retrospectivo, transversal e descritivo que contém uma amostra de 19 participantes na faixa etária de 5-10 anos residentes em orfanatos na cidade de AnápolisGO, a fim de correlacionar estas variações à carência de tutela parental. Assim, dados físicos, psíquicos, comportamentais e sociais de cada integrante da amostra serão coletados e registrados em uma ficha de avaliação física individual e em um questionário psíquico avaliativo, construído pela própria equipe de pesquisadores. Para a elaboração destas ferramentas avaliativas, foram utilizadas referências bibliográficas internacionalmente conhecidas e validadas, por exemplo, Tratado de Pediatra Nelson(2005), Caderneta de Saúde da Criança e da Organização Mundial de Saúde (OMS). Dessa forma, espera-se, caso resultados sejam convergentes à busca, que instituições, tanto públicas quanto privadas que ofereçam o serviço de acolhimento do infante em exclusão/reclusão parental, adote medidas que supram cada vez mais a abstinência familiar, por mais difícil que seja, além de promover profissionais de saúde mais aptos à análise de déficits advindos de crianças sob esta situação. Isso, a fim de promover maior qualidade de vida e suscetibilidade de um futuro mais prospero, tanto físico, quanto psíquico-social para estes indivíduos.
Publicado
2020-06-22
Seção
RESUMOS - Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente