Indução fitoalexinas em cotilédones de soja e hipocótilos de feijão em função da aplicação de agentes de biocontrole

  • Marilia Gervásio da Costa Ferreira Universidade de Rio Verde
  • Neilson de Oliveira Borges Universidade de Rio Verde
  • Ricardo Francischini Universidade de Rio Verde
  • Jair Pereira de Melo Júnior Universidade de Rio Verde
  • Antônio Jussiê da Silva Solino Universidade de Rio Verde
  • Stella Vannucci Lemos Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto – FEARP USP

Resumo

A indução de resistência de plantas a patógenos é uma ferramenta que pode ser incorporada ao manejo integrado de doenças de plantas cultivadas. Assim, o objetivo deste trabalho foi avaliar a ação elicitora de agentes do biocontrole na indução de gliceolina. Para isto foi utilizado as concentrações 0,0; 0,5; 1,0; 1,5; 2,0 e 4,0%, do concentrado de esporos, diluídas em água, da suspensão de esporos dos microrganismos Trichoderma asperellum BV10, Bacillus subtilis BV02 e Bacillus amyloliquefaciens BV03. Para determinação da gliceolina, cotilédones foram cultivados em areia, pesados e cortados em secção longitudinal na superfície inferior. Posteriormente, estes foi depositado 50 µL das concentrações nos cortes e a extração realizada em H2O e concentração determinada por absorbância no comprimento de onda 285nm. Os resultados foram submetidos à análise de variância e comparados pelo teste de regressão (p<0,05). Ao mensurar a gliceolina em cotilédones de soja, houve aumento no acúmulo de fitoalexina à medida que aumentou a concentração de células B. subtilis BV02. A concentração 4,0% de B. subtilis BV02 promoveu 237% mais acúmulo de gliceolina em cotilédones de soja que a testemunha. O acúmulo de gliceolina foi incrementado conforme se aumentou a concentração de células de T. asperellum BV10, de forma que concentração 4,0% promoveu 228% mais acúmulo de gliceolina que a testemunha. Ao aumentar a concentração de células Bacillus amyloliquefaciens BV03 aumentou-se o acúmulo desta fitoalexina. A concentração 4,0% promoveu 129% mais acúmulo de gliceolina em cotilédones de soja que a testemunha. Os microrganismos Trichoderma asperellum, Bacillus subtilis e Bacillus amyloliquefaciens são indicados como ativadores de mecanismos de resistência de plantas de soja.

Biografia do Autor

Marilia Gervásio da Costa Ferreira, Universidade de Rio Verde
Graduanda do curso de Agronomia da Universidade de Rio Verde (2016/2019). Estagiária na área de Fitopatologia, com ênfase em controle biológico em grandes culturas. Bolsista de Iniciação Cientifica - PIBIC (2018/2019) com trabalho de indução de resistência com agentes de biocontrole.
Neilson de Oliveira Borges, Universidade de Rio Verde
Pós-graduando em Agronomia, área de concentração Proteção de Plantas, pela Universidade de Rio Verde.
Ricardo Francischini, Universidade de Rio Verde
Possui graduação em Agronomia pela Universidade Federal de Viçosa (1998) e mestrado em Economia Rural pela Universidade Federal de Viçosa (2001). Atualmente é professor adjunto da Universidade de Rio Verde e doutor em Agronomia pela Universidade Estadual de Maringá (2016). Tem experiência na área de Economia, com ênfase em Economia Agrária, atuando principalmente nos seguintes temas: métodos quantitativos Aplicados ao agronegócio, gestão do agronegócio e indicadores socioeconômicos.
Jair Pereira de Melo Júnior, Universidade de Rio Verde
Possui graduação nas seguintes áreas: Física pela PUC-GO (2011) e Biologia, pela Universidade Estadual de Goiás (2001). É Mestre (2004) e Doutor (2009) em Física Aplicada à Medicina e Biologia pela Universidade de São Paulo (USP), Campus de Ribeirão Preto, onde desenvolveu projetos voltados à produção de biossensores para quantificação temporal de óxido nítrico em matrizes sólidas utilizando a técnica da Ressonância Paramagnética Eletrônica (EPR). Foi Coordenador Geral da Faculdade de Medicina da UniRV de 2012 a 2017 com atuação em consultoria e treinamento em métodos ativos com foco em PBL (Problem Based Learning). Participou do núcleo responsável pela criação do Curso de Medicina da UniRV em 2012 que culminou na abertura de mais dois Campus. Atualmente é professor Titular da Universidade de Rio Verde. É líder do Grupo de Pesquisa Biomat onde desenvolve pesquisas na produção de biossensores em matrizes sólidas quantificáveis por espectroscopia. Tem experiência na área de Física e Biofísica, atuando principalmente nas seguintes áreas: Biossensores, Ressonância Paramagnética Eletrônica, Biofísica e Biomateriais.
Stella Vannucci Lemos, Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto – FEARP USP
Formada em Engenharia Agronômica pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (2011) e mestre pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (2014), na área de Energia na Agricultura. Tem experiência nas áreas de administração, engenharia agronômica e florestal. Leciona disciplinas de Economia, Administração Rural, Liderança e Empreendedorismo, Comercialização, Projetos do Agronegócio e Ciências Humanas e Sociais na UNOESTE - Universidade do Oeste Paulista. Atualmente é doutoranda na Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto (FEA-RP/USP), na área de Administração das Organizações. Graduanda na Universidade Estácio em Administração desde 2017.
Publicado
2019-05-29