REDE DE COMUNICAÇÃO COMO ESTRATÉGIA DE AÇÃO POLÍTICA: ATIVISMO FEMINISTA NO FACEBOOK EM ANÁLISE HISTÓRICA CONTEMPORÂNEA (2013-2016)

  • Maria Elisa Magalhães Santos

Resumo

Um estudo que se concentra na intersecção entre os espaços sociais na internet e as atuações feministas, representam dentro das perspectivas do discurso, um enfrentamento social com a concretude de reflexões às estruturas de poder que ainda repercute no interior dessas e para além dela. O presente artigo tende a corroborar para uma importante análise frente as questões que inter-relacionam os diálogos entre a atuação e as possibilidades qual os usos políticos das redes sociais na internet tem fomentado a expansão da voz e das permanências femininas em novos espaços. Delimitada temporalmente entre 2013 a 2016, tenho me debruçado frente a quatro grupos, dentre eles feministas e antifeministas atuantes na rede social facebook. À luz da análise do discurso e do estudo analítico referente ao processo cultural histórico, tenho me comprometido a elucidar as contraposições discursivas daquelas que fazem dos usos das redes, ferramentas que disseminam a expansão das desigualdades de gêneros, machismo, sexismo, racismo, homofobia, para àquelas que resinificam esses espaços na busca por uma sociedade mais equânime e plural, por discursos que reestruture as desigualdades de gêneros, o corpo e a identidade da mulher, no intuito de possibilitar debates em campos antes não atuantes pelo feminino. Sendo assim, mesmo minha pesquisa tendo se firmando na contemporaneidade, seu caráter histórico atende-se em raízes regadas no passado. O poder estrutural qual moldaram o corpo, a identidade da mulher, traz para o hoje, significados que são operantes socialmente.  PALAVRAS-CHAVES: Rede Social; Facebook; Feminismo; Desigualdade de Gênero.

Biografia do Autor

Maria Elisa Magalhães Santos
Mestranda no Programa de Pós-Graduação em em História pela Universidade Federal de Goiás (PPGH-UFG). Graduada em História pela Universidade Estadual de Goiás (2015). Ex-bolsista PIBID/CAPES, onde participava do subprojeto "Educação das Relações Étnicos-Raciais: as africanidades brasileiras na sala de aula". Monografia defendida no ano de 2015 com o tema: "A ONG Dandara no Cerrado: o protagonismo das mulheres negras em Goiânia (2002-2012). Tem experiência na área de História, com ênfase em História, atuando principalmente nos seguintes temas: livro didático de história, lei 10.639/2003, educação das relações étnico- raciais, movimento de mulheres negras, movimento feminista e gênero.
Publicado
2018-02-26
Seção
Dossiê: Gênero, corpo e identidades: saberes e poderes em debate